29/06/2026
A Caixa Econômica Federal iniciou, na última quinta-feira (25), o pagamento de mais um lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep. O lote contempla trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 e que pediram o ressarcimento até 31 de maio.
O valor médio liberado fica entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, variando conforme o tempo de serviço e o salário recebido pelo trabalhador na época.
Podem sacar os empregados da iniciativa privada com carteira assinada entre 1971 e 1988, os servidores públicos do mesmo período e, em caso de falecimento do titular, herdeiros ou dependentes legais. O benefício não se confunde com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente: aqui se trata de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.
A verificação pode ser feita no portal Repis Cidadão, com acesso pela conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. No sistema, o trabalhador informa CPF e senha e, quando solicitado, o número do PIS/Pasep ou NIS; a plataforma então indica se há valores disponíveis e quais os próximos passos. A consulta também está disponível no aplicativo do FGTS.
O pedido de pagamento pode ser feito pelo aplicativo FGTS, na opção “Ressarcimento PIS/Pasep”, com o envio da documentação exigida. Outra alternativa é solicitar o saque presencialmente em uma agência da Caixa, mediante apresentação de documento oficial com foto.
O pagamento é realizado por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa recebe automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
No caso de herdeiros, é preciso apresentar documento de identificação, certidão de dependentes ou autorização judicial, além de um documento que comprove o vínculo com o titular falecido.
Conforme o calendário, os próximos pagamentos seguem a data da solicitação: quem pedir até 30 de junho de 2026 recebe em 27 de julho; pedidos feitos até 31 de julho são pagos em 25 de agosto; e solicitações até 31 de agosto têm pagamento em 25 de setembro.
O Fundo PIS/Pasep foi criado na década de 1970 para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, o modelo deu lugar ao abono salarial atual. Os valores não sacados foram transferidos ao FGTS em 2020 e, depois, ao Tesouro Nacional.
O prazo para solicitar o resgate vai até setembro de 2028. Após essa data, os valores serão incorporados em definitivo ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
Fonte: Com informações de Contábeis